E outras recomendações para mulheres com falta de desejo sexual?
A empresa manteve negociações com grandes laboratórios farmacêuticos, que ele preferiu não identificar, e estas empresas provavelmente licenciariam o bremelanotide para venda.
- O termo «viagra feminino» é usado popularmente, mas não existe um medicamento único com essa designação aprovado em Portugal.
- Em Portugal, a flibanserina e a bremelanotide não estão autorizadas pelo Infarmed para o tratamento do desejo sexual hipoativo.
- As causas da falta de desejo feminino são frequentemente multifatoriais, incluindo fatores hormonais, psicológicos e relacionais.
- Antes de qualquer tratamento, é fundamental uma consulta de ginecologia ou de medicina geral e familiar no SNS.
- A terapêutica hormonal de substituição só deve ser considerada após avaliação clínica rigorosa e individualizada.
A comissão da agência dos Estados Unidos para a alimentação e os medicamentos (FDA, na sigla em inglês) votou por unanimidade contra a comercialização do viagra feminino. Uma comissão da agência dos Estados Unidos da América para a alimentação e os medicamentos (FDA, na sigla em inglês) votou hoje por unanimidade contra a comercialização do produto designado como viagra feminino.
- O aconselhamento sobre timing da relação, evitando pressa e dor, é parte integrante da abordagem terapêutica.
- A literatura recomenda a realização de exames de rotina, como citologia e ecografia pélvica, para excluir patologia.
- Os fitoterápicos como o ginseng e a damiana carecem de estudos clínicos robustos em mulheres portuguesas.
- O sucesso terapêutico depende mais da relação de confiança com o médico do que de qualquer comprimido milagroso.
- A informação credível pode ser obtida na Ordem dos Farmacêuticos e em publicações da Sociedade Portuguesa de Ginecologia.
Os estudos da FDA revelaram que os resultados sobre a efetividade deste medicamento não são “convincentes”.
O fracasso da primeira onda de pesquisas
Whitehead disse que os médicos poderão obter a certificação para receitar o remédio assistindo um vídeo on-line. Em junho, os conselheiros da FDA recomendaram, por 18 votos a 6, que a FDA aprovasse o fármaco. Apesar de terem dito que o efeito do comprimido não é tão forte quanto eles gostariam, os conselheiros afirmaram que votaram a favor de colocar o primeiro medicamento para o desejo sexual feminino no mercado e aumentar o nível de conscientização com o objetivo de levar melhores tratamentos às prateleiras das farmácias no futuro. Cerca de 2 milhões de mulheres estão buscando tratamento atualmente para o transtorno e deverão surgir mais quando o Addyi chegar ao mercado, disse Carl Spana, CEO da Palatin Technologies Inc., que está desenvolvendo seu próprio tratamento para melhorar a libido feminina, o bremelanotide. A Palatin poderia levar o bremelanotide ao mercado no início de 2018, disse Spana. A empresa alemã Boehringer Ingelheim pretendia a aprovação da FDA, necessária para poder vender nos EUA esta pastilha cor-de-rosa, que ainda não está à venda em nenhum país do mundo.
| Terapia | Descrição | Evidência de eficácia | Duração típica | Disponibilidade em Portugal |
|---|---|---|---|---|
| Fisioterapia pélvica | Fortalecimento do pavimento pélvico | Forte para dispareunia | 8-12 semanas | Ampla (SNS e privado) |
| Mindfulness sexual | Atenção plena ao momento presente | Moderada para desejo e excitação | 6-8 semanas | Crescente (psicólogos) |
| Terapia hormonal bioidêntica | Hormonas idênticas às naturais | Controversa e limitada | Individualizada | Clínicas privadas |
| Dispositivos de sucção clitoriana | Estimulação mecânica externa | Anecdótica e satisfação reportada | Uso conforme necessário | Lojas eróticas e online |
Ao contrário da irmã masculina, o Viagra da farmacêutica Pfizer Inc, este medicamento (flibanserin) deveria tomar-se diariamente, como uma espécie de antidepressivo que equilibra os químicos do cérebro associados ao desejo sexual Porém, as investigações efetuadas com 2400 mulheres, que consistiam na toma desta pastilha e de um placebo sem que a mulher soubesse qual deles estava a tomar, concluíram que a toma da pastilha só melhora ligeiramente a libido e tem efeitos secundários.
| Produto | Dosagem | Quantidade + Bónus | Preço | |
|---|---|---|---|---|
| Viagra Genérico | 100mg | 60 + 4 comprimidos | 96.36€ 91.77€ | |
| Viagra Genérico | 25mg | 90 + 6 comprimidos | 105.03€ 100.03€ | |
| Viagra Original | 100mg | 120 + 8 comprimidos | 470.39€ 447.99€ | |
| Viagra Genérico | 200mg | 30 + 2 comprimidos | 83.07€ 79.11€ | |
| Viagra Oral Jelly | 100mg | 30 + 5 saquetas | 115.76€ 110.25€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 60 + 4 comprimidos | 111.25€ 105.95€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 30 + 6 comprimidos | 64.09€ 61.04€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 90 + 10 comprimidos | 165.61€ 157.72€ | |
| Viagra Genérico | 200mg | 120 + 8 comprimidos | 204.80€ 195.05€ | |
| Viagra Oral Jelly | 100mg | 10 saquetas | 46.36€ 44.15€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 10 comprimidos | 36.73€ 34.98€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 60 + 4 comprimidos | 83.93€ 79.93€ |
De facto, 15 por cento das mulheres que tomavam a pastilha abandonaram o tratamento, porque lhes causava depressão, desmaios e cansaço, entre outros problemas.
- Os cremes com estrogénio tópico são prescritos para atrofia vaginal e podem melhorar a sensibilidade e o conforto.
- A anamnese deve incluir a avaliação de patologias como diabetes, hipotiroidismo e síndrome dos ovários poliquísticos.
- Alterações na imagem corporal após gravidez ou menopausa podem influenciar significativamente a resposta sexual.
- A disfunção sexual feminina é classificada em perturbações do desejo, excitação, orgasmo e dor genital.
- O acompanhamento por enfermeiro especialista em saúde materna e obstetrícia pode apoiar a reeducação do pavimento pélvico.
Mas as esperanças e tentativas de resolver a desordem sexual feminina hipoativa continuam, uma vez que também a empresa norte-americana BioSante Pharmaceuticals está a trabalhar num produto similar.
Queda de cabelo em mulheres: como parar
A mudança revela a dificuldade de entender a libido feminina: não é que muitas mulheres não sintam desejo. Às vezes, ele aparece depois da excitação erótica, e não o contrário, como se pensava. “Menos de 5% das mulheres não têm desejo sexual algum”, diz a americana Emily Nagoski, especialista em comportamento sexual. “Cerca de 30% têm o chamado desejo responsivo: precisam ser excitadas antes. Mas elas e os parceiros não criam clima.” Especialistas como Emily temem que a pílula rosa seja encarada como uma solução milagrosa, que desestimule as mulheres a se conhecer e a conversar com os parceiros.
“As mulheres sofrem bastante com a falta de libido, e praticamente em silêncio, por uma condição estigmatizada”
“Esse medicamento não atua nas causas reais do problema, que geralmente são repressão sexual, insegurança com o próprio corpo e falta de intimidade.” >> Elisabete Oliveira: “O amor sem sexo é possível”Ainda há o risco de a propaganda do medicamento criar padrões ideais – e irreais – de desejo. “Não existe nível normal de libido, isso é uma invenção da indústria”, diz a médica americana Adriane Fugh-Berman, que estuda estratégias de marketing da indústria farmacêutica na Universidade Georgetown. Existe o temor de que as campanhas de conscientização levem mulheres até então satisfeitas a questionar sua frequência sexual. “A propaganda da indústria é feita para incitar pessoas felizes a perguntar aos médicos se elas também não precisam se tratar”, diz Cindy Pearson, diretora da entidade americana Rede Nacional pela Saúde da Mulher. O caminho tortuoso do Addyi até sua aprovação é um termômetro da polêmica que cerca a nova droga.
Carrinho vazio?
A flibanserina, seu princípio ativo, foi testada como antidepressivo pela primeira vez em 2009 por uma das grandes da indústria, a alemã Boehringer Ingelheim. O efeito antidepressivo não apareceu no teste, mas mulheres relataram aumento de libido. A empresa pediu à FDA para aprovar a droga como tratamento para a falta de desejo, mas os resultados não convenceram a agência. O aumento no número de relações sexuais satisfatórias das mulheres que tomaram a droga em relação às que ingeriram uma substância sem ação foi mínimo. Elas tiveram 0,8 relação sexual a mais, muito pouco, segundo a FDA, para compensar possíveis efeitos colaterais. A investigação do produto por esta empresa, um gel baseado na hormona masculina testosterona, está na terceira fase e, segundo a empresa, conseguiu aumentar a satisfação sexual em 238 por cento nas quatro semanas de testes. O fabricante está a investigar os possíveis riscos cardiovasculares que poderão decorrer da testosterona, mas espera apresentar o seu pedido de aprovação à FDA no final de 2011.
Para que serve
E os pacientes deverão assinar um formulário no qual reconhecem os riscos, como desmaios e sonolência extrema. Essas precauções se aplicam a um remédio que mostrou, nos testes clínicos, que só provoca uma leve melhoria no desejo sexual das pacientes. Isso significa que a Sprout, que é uma empresa de capital fechado, terá que convencer os médicos a receitarem o Addyi e os planos de saúde a cobrirem o medicamento, que precisa ser tomado diariamente e custará em torno de US$ 350 a US$ 400 por mês sem a cobertura do seguro. A Sprout espera que os planos de saúde coloquem o fármaco nos níveis 2 ou 3 de seus formulários, com um copagamento (valor pago pelo paciente) de US$ 30 a US$ 75. “Com qualquer tipo viagra masculino comprar de medicamento você sempre tem que equilibrar o benefício e o risco”, disse Holly Thacker, diretora do Cleveland Clinic Center for Specialized Women’s Health.
3. DHEA
Eles não implicam risco de morte e não estão fora da norma das medicações em classes similares”, tais como os neurotransmissores para transtornos como a depressão. Nos testes clínicos, as mulheres que tomaram o Addyi registraram um aumento médio de mais 0,5 a 1 relação sexual prazerosa por mês em comparação com as que tomaram placebo. As mulheres iniciaram os testes tendo duas a três relações sexuais prazerosas por mês. Algumas mulheres chegaram a ter de seis a oito relações sexuais prazerosas a mais por mês, disse a CEO da Sprout, Cindy Whitehead, em entrevista, por telefone. A FDA tinha rejeitado o remédio em 2013 por seu efeito modesto e, por isso, enfrentou a reação de alguns médicos e pesquisadores, que afirmaram que a agência estava sendo sexista.
2. Testosterona
Os fármacos para tratar disfunção sexual masculina se tornaram onipresentes desde que o Viagra, da Pfizer Inc., foi aprovado, em 1998. O Viagra gerou US$ 1,69 bilhão em vendas no ano passado. Diferente do Viagra, que ajuda os homens que querem ter relações sexuais a terem uma ereção por meio do aumento do fluxo sanguíneo no pênis, o Addyi foi desenvolvido para alterar a química cerebral das mulheres para que elas considerem o sexo mais desejável. O medicamento atua sobre neurotransmissores como a dopamina e a norepinefrina, que são usados pelo cérebro para transmitir informações e podem afetar o humor. O Addyi, também chamado de flibanserina, está aprovado para mulheres diagnosticadas com uma condição chamada transtorno do desejo sexual hipoativo, que é a baixa libido que causa estresse. As dificuldades para conseguir este tipo de medicamentos devem-se, indicam os peritos, a que enquanto o problema da disfunção sexual no homem é físico, nas mulheres é mais complicado, porque pode estar no cérebro e, ao mesmo tempo, pode ter causas biológicas e psicológicas.
Em suma
A Boehringer desistiu da droga e a vendeu ao casal Cindy e Robert Whitehead – hoje os felizes e bilionários ex-donos da Sprout. A pequena empresa fez outros testes, mais uma vez recusados pela FDA, que pediu estudos adicionais. >> Walcyr Carrasco: Sexo como vícioEnquanto eles eram realizados, em 2014, surgiu um movimento de organizações de mulheres americanas, financiado pela Sprout e por outras farmacêuticas, chamado Even the Score (algo como Empate o Jogo). O grupo acusava a FDA de preconceito de gênero por nunca ter aprovado uma droga para problemas femininos. Os homens, por sua vez, contavam com 26 (algumas, como o Viagra, com efeitos colaterais graves, como interação perigosa com outros remédios).
O medicamento que gera controvérsia
Coincidência ou não, meses após o barulho, a FDA aprovou a flibanserina. “Criou-se um precedente perigoso que sugere que uma campanha agressiva de relações públicas é parte do processo de aprovação”, diz Leonore Tiefer, líder do grupo The New View Campaign, que acusa a Even the Score de mudar os critérios de aprovação de drogas, de científicos para políticos. Não há previsão, porque a Anvisa não informa se o processo está em andamento.O mecanismo de ação do Addyi permanece desconhecido, sua eficácia polêmica e há efeitos colaterais importantes. Ele pode provocar quedas de pressão e desmaios e não deve ser combinado com álcool. Mas também é possível olhar pelo lado cor-de-rosa da questão.
1. Flibanserin
A repercussão pode despertar as mulheres para conhecer a própria sexualidade. “Que elas possam ter mais prazer, com ou sem medicamentos.” Addyi, o viagra feminino: os pacientes deverão assinar um formulário no qual reconhecem os riscos, como desmaios e sonolência extrema (REUTERS/ Sprout Pharmaceuticals) Publicado em 19 de agosto de 2015 às 19h36. A primeira pílula para baixa libido em mulheres sairá à venda nos EUA. Os órgãos reguladores do país decidiram que, apesar do benefício modesto e dos sérios efeitos colaterais, a droga é válida como forma de solucionar uma disfunção que não conta com nenhum outro tratamento aprovado. A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) disse na última terça-feira que os médicos precisarão fazer um curso de treinamento para obter a certificação necessária para receitar o Addyi, da Sprout Pharmaceuticals Inc., que estará disponível já em 17 de outubro.
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